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ALUGUEL DE AÇÕES AUMENTA 80%

 
As operações de empréstimo de ações nos dois primeiros meses do ano atingiram R$ 107,4 milhões. O resultado é cerca de 80% maior que o verificado no mesmo período do ano passado e está nas máximas históricas. Janeiro foi recorde em volume para um mês, com R$ 59 milhões. Em fevereiro, houve queda no total negociado, para R$ 48,4 milhões, mas por ser um mês mais curto. Em contrapartida, foi alcançado o pico em número de operações, com 107.063 - em janeiro, foram registrados 98.352 negócios e, um ano atrás, cerca de 64 mil.
As operações de empréstimo de ações nos dois primeiros meses do ano atingiram R$ 107,4 milhões. O resultado é cerca de 80% maior que o verificado no mesmo período do ano passado e está nas máximas históricas. Janeiro foi recorde em volume para um mês, com R$ 59 milhões. Em fevereiro, houve queda no total negociado, para R$ 48,4 milhões, mas por ser um mês mais curto. Em contrapartida, foi alcançado o pico em número de operações, com 107.063 - em janeiro, foram registrados 98.352 negócios e, um ano atrás, cerca de 64 mil.
O crescimento do aluguel de ações acompanha a evolução do próprio mercado de capitais, com mais ações para negociar e aumento da liquidez, mas foi intensificado no último ano. Em 2010, os empréstimos somaram R$ 465,6 milhões, um avanço de 80% em relação ao ano anterior. Em número de negócios, a alta foi de 36,5%, de 711.987 em 2009 para 971.558 no ano passado. Vale destacar que o volume varia de acordo com o valor dos ativos. Já o número de operações tende a ser maior quando o mercado está sem tendência.
"Com a bolsa de lado, naturalmente o investidor prefere 'sentar' na posição à espera de uma tendência mais clara, o que faz com que o aluguel se torne uma alternativa para a obtenção de receita extra", diz o diretor da HSBC Corretora, Vieri Bracco. Isso do lado do doador das ações. Mas também a demanda por parte do tomador do ativo tende a aumentar com o maior apetite por estratégias alternativas de investimento, entre elas a arbitragem com ações, que usam esse tipo de instrumento. Esse é o caso dos fundos long/short.
O crescimento dos long/short no último ano ajuda a explicar boa parte da expansão do aluguel de ações, diz o responsável por produtos, estratégia e o home broker da corretora do banco Santander, Hugo Azevedo. "Se o patrimônio alocado em estratégias long/short aumenta, cresce também a demanda por aluguel", explica. É tomando uma ação emprestada que o gestor monta a posição "vendida", apostando na baixa do ativo. Se a estratégia der certo, ele compra os papéis a um preço menor no mercado para devolvê-los ao dono, embolsando a diferença. Ao mesmo tempo, ele investe nas ações com maior potencial de alta.
Além da instabilidade da bolsa, a queda da taxa de juros, afirma o diretor de administração de risco da BM&FBovespa, Luiz Antônio Barron, impulsionou o aluguel de ações ao estimular a sofisticação do mercado. No ano passado, por exemplo, o comportamento díspar das ações abriu inúmeras oportunidades para arbitragem. Enquanto papéis ligados ao mercado interno bateram nas máximas históricas, ações de empresas ligadas a commodities assumiram comportamento inverso, criando distorções de preços. Petrobras foi outro papel que se tornou alvo de operações de aluguel para compor posições vendidas, por conta do imbróglio da capitalização.
Neste ano, de novo, o cenário é de forte instabilidade, por conta de incertezas externas. E, com a bolsa sem direção, estratégias de arbitragem mantêm-se atrativas. As ações que chegaram ao topo histórico em 2010 tornaram-se candidatas a venda. Papéis que sofreram, como os de commodities, viraram opção de compra. Mas, esse tipo de operação ainda está restrito ao universo de investidores sofisticados. Não é à toa que os fundos são os grandes tomadores de ações, destaca Barron, com uma participação que chega a 62% neste ano. Investidores estrangeiros aparecem em seguida, com 25,88%. A pessoa física vem na quinta posição, com 3,24% do volume tomado.
Já do lado de quem coloca a ação para alugar, o público do varejo tem uma atuação mais relevante, até pelo perfil de longo prazo. Segundo Barron, isso é reflexo do trabalho de educação do investidor realizado pela bolsa em parceria com as corretoras. Neste ano, a participação da pessoa física entre os doadores está em 26,89%, atrás apenas do estrangeiro, com 35,21%. Os fundos aparecem no terceiro lugar, com 26,47%.
 

 
 
 
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