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A prática do discurso - Imobilidade do governo acarretará em intervenções constantes do BC e do Tesouro
 
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A prática do discurso
 
Imobilidade do governo acarretará em intervenções constantes do BC e do Tesouro
 
A sentença estava dada.
 
O desenrolar das atitudes e medidas governamentais continuam a não inspirar confiança no mercado e vimos no que resultou : CDS à 505 pontos-base e taxa de câmbio à R$ 4,2484 em 24/9; máximas históricas.
 
Isso, contudo, sofreu um forte baque pela ação coordenada do Banco Central (BC) e do Tesouro Nacional (TN), demonstrando (e ganhando moral) então ao mercado como se age no momento em que se espera uma resposta à uma situação crítica que se avolumava, ajudando a normalizar a liquidez nos mercados e quebrar a dinâmica de alta da taxa cambial e dos juros futuros.
 
O anúncio de leilões de compra de títulos públicos e declarações do presidente do BC, Alexandre Tombini, contribuíram para um desmonte de posições que levaram então a taxa cambial a fechar em 24,/9 a R$ 3,9916, o mesmo ocorrendo em 25/9, a R$ 3,9737, fruto de uma colocação líquida de US$ 3,220 bilhões pelo BC por meio de leilões extras de contratos de swap cambial, além de ter ofertado US$ 5,0 bilhões por meio de linha de dólar com compromisso de recompra.
 
Esse movimento de correção começou no mercado de juros e levou ao desmonte das posições de proteção na taxa de câmbio futuro. O DI para janeiro/16 cedeu para 14,70% ante 14,80% anterior, enquanto o DI para janeiro/17 fechou a 15,80%, de 16,47% anterior, e o DI para janeiro de 2021 recuou para 16,01%, de 16,80% anterior. O TN anunciou um programa de intervenção no mercado de títulos públicos, que tem por objetivo conter a forte volatilidade dos juros futuros observada nos últimos dias. O TN fará operações diárias de compra e venda de NTN-F’s entre os dias 25/9 e 02/10, com o objetivo de garantir referência de preço aos papéis e também oferecer uma porta de saída àqueles que tem perda com os papéis em carteira.
 
Sobre as declarações do presidente do BC, não podia faltar que o “BC está atento ao movimento da taxa de câmbio e da taxa de juros”, além de ter uma série de instrumentos à disposição para atuar e que as reservas internacionais “são um seguro, podem e devem ser utilizadas”. Reafirmou ainda que a estratégia do BC neste momento é manter o juro básico no atual nível por tempo “suficientemente prolongado” e que a alta nos juros no mercado não deve ser vista como expectativa para a estratégia futura de política monetária.
 
O presidente do BC na verdade terá que sair do discurso, porque as dificuldades do governo continuam e já custou o Ministério da Saúde. Além disso, a não derrubada dos vetos foi uma manobra muito bem estruturada no passado recente, inspirada na aprovação dos projetos como poder de barganha, para enfraquecer o governo em eventuais novas negociações e benefícios em reformas previstas (leia-se PMDB). O Congresso não iria ser o responsável por uma conta de R$ 127,8 bilhões em novas despesas, quando se busca (!?) reequilibrar as contas públicas. Ainda há uma margem de segurança, pois dos 32 vetos, 26 foram mantidos e 6 precisam ser apreciados, o que se constitui de barganha adicional.
 
A prática serve também para se buscar alternativas às colocações apresentadas, ou aqui infelizmente pode expressar mais uma vez um argumento de barganha. O vice-presidente Michel Temer afirmou a empresários que “acha difícil” a aprovação da CPMF pelo Congresso Nacional.
 
Nesse aspecto, na busca de fazer o seu trabalho, o ministro Joaquim Levy avalia que se a “solução“ não é a CPMF, então o vice-presidente é favorável às reformas ...
 
“Então ele quer a reforma da Previdência – afirmou Levy”.
 
Por outro lado, o discurso mal aplicado pode antecipar os fatos ... e o segundo rebaixamento.
 
Mauro Leos, responsável pela classificação da América Latina na agência de rating Moody’s, apesar de ter comparado o Brasil com a Croácia, ponderou que a aprovação da CPMF seria fundamental para evitar o terceiro ano consecutivo de déficit primário ...
 
“É difícil ver o Orçamento sem CPMF. Pode não ser a solução mais eficiente, mas parece ser a única solução – afirmou Leos”.
 
O fato é que em agosto foram fechados 86,5 mil postos de trabalho (Caged), o pior para agosto desde 1995 e pior do que as estimativas de mercado, de 72,3 mil. A indústria demitiu 47,9 mil, o comércio 12,9 mil, a construção civil 25,1 mil, a agropecuária 4,4 mil, e apenas o setor de serviços contratou 4,9 mil. No ano foram fechados 572,8 mil e em 12 meses 985,7 mil. Já em julho através do IBC-Br a atividade econômica demonstrou uma pequena retração, de 0,02% sobre junho, se comparada a retração de 0,73% em junho sobre maio, dado revisado de 0,58% anterior. A atividade está se arrastando, respondendo aos anseios do comércio quando precisam alinhar seus estoques, o mesmo alimentando a indústria, que ainda guarda estoques acima dos desejáveis.
 
Ou seja, a prática do discurso é iminente e mesmo assim sem forças para enfrentar de forma eficaz as percepções constantes dos agentes de mercado, de que a deterioração dos fundamentos econômicos só tende a piorar.
 
Não se trata de Teoria Econômica; trata-se de Confiança, Credibilidade e Governabilidade. A continuidade desse governo tornou-se uma ameaça à sobrevivência do PT (por Luiz Inácio).
 
Ainda não se observa pressão na saída de dólares; a Bolsa em dólares está ficando barata, aos 11.282 pontos. A taxa de juros, a taxa de câmbio e a inflação continuarão subindo.


28/09/2015


 
 
 

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