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Questão de oportunidade - Reações dos mercados não traduzem realidade
 
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Questão de oportunidade
 
Reações dos mercados não traduzem realidade
 
As bolsas subiram, as commodities também, o dólar caiu, a taxa de juros nem tanto, mas o melhor (não muito), o Real valorizou-se 4,68% na semana encerrada em 09/10, a R$ 3,7578, maior valorização semanal desde 12/2011. Um alívio se pensarmos que em 24/9 a taxa cambial intraday bateu máxima histórica de R$ 4,2484 e o CDS a 537 pontos em 28/9; caminho certo para o suicídio de uma economia maltratada e desamparada ... politicamente.
 
Bom se todo esse movimento estivesse embasado na sustentabilidade das economias, com os ajustes praticados começando a repercutir favoravelmente, iniciando um novo ciclo de prosperidade internacional.
 
No entanto, a desaceleração econômica mundial é muito forte e, especificamente em relação às commodities, a única referência é a China (atenção aqui), sem a qual a recuperação dos preços não se sustentará. A percepção de momento é que há um sentimento muito mais de “preços em liquidação”, desvalorizados além das já reduzidas capacidades.
 
Com exceção dos Estados Unidos, que vem construindo esse cenário, Europa ainda patina nas medidas de ajuste e a China, a princípio, vem tomando medidas de amparo à atividade econômica, aliviando mais recentemente, por exemplo, suas políticas fiscal e regulatória em relação à habitação. O governo relaxou as condições impostas para hipotecas e vendas de carros, cortando imposto, de 10% para 5%, para a compra de veículos pequenos.
 
Concordam que isso são medidas de salvação ? Não há catalizadores que expressem o alicerce do fundo do poço e se inicie uma recuperação fundamentada.
 
No Brasil, a valorização do Real na realidade poderia ter apresentado uma apreciação maior caso a REFORMA MINISTERIAL tivesse sido DE FATO a contento do PMDB. Na verdade a taxa cambial refletiu basicamente a expectativa de que o FED só aumentará os juros dos Fed Funds em janeiro de 2016, já que, segundo Charles Evans, presidente do FED de Chicago, a decisão do FED deve ser orientada por indicadores econômicos e que a meta dos Fed Funds deve estar abaixo de 1% em 2016, o que sinaliza uma alta de juros mais gradual. Além disso, as sinalizações da atividade não incentivam a meta inflacionária perseguida, o que faz o FED ainda relutar e não arriscar quanto ao momento adequado.
 
Logo, desculpem, mas não se animem, pois o cenário é de correção e fluxos associados a “ralis” de curto prazo.
 
Só relembrando e exemplificando; se você (investidor estrangeiro) internar US$ 1.000 no Brasil, a uma taxa de R$ 4,2484, por mais oportuno que seja o momento, terá que sair com uma valorização da moeda local, ou seja, a uma taxa de R$ 3,7578 você estaria retornando com US$ 1.130, ou uma rentabilidade de 13% no período, sem considerar a nossa fantástica taxa de juros. Associe nossas empresas de commodities em Bolsa, então teremos volumes de operações crescentes (como foi) e entrada acumulada líquida de recursos de investidores estrangeiros de R$ 18,7 bilhões até 06/10.
 
Nossos problemas continuarão graves e com muita volatilidade nos mercados. Os investimentos não virão enquanto perdurar muita indefinição e riscos crescentes no cenário político.
 
Para se ter uma idéia, os crescimentos de produção e vendas em 2016 serão mais animadores por conta apenas de bases de comparação em 2015 muito baixas. A Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (FENABRAVE) estima um crescimento de 4% a 5% nas vendas totais de veículos em 2016, em relação a 2015, considerando todo o mercado automotivo nacional, com uma retomada principalmente no 2º semestre e ancorada basicamente nos resultados positivos do agronegócio brasileiro. Isso, contudo, é irrisório quando se espera queda de 23,8% em 2015 sobre 2014, e uma retração de 1,0% do PIB estimado pela pesquisa Focus para 2016.
 
Em nosso relatório da semana anterior ... “O exercício da opção - Assim como o papel, o exercício da política aceita tudo” ... de 02/10, destaquei ...
 
Próximo ato : as próximas votações no Congresso definirão a intensidade dos aplausos.
 
e
 
Os agentes econômicos devem repercutir positivamente e trazer um “movimento de recuperação” na bolsa, queda da taxa cambial, mas o premissamento econômico ainda está longe de viabilizar o “movimento econômico”.
 
... o que enfatiza que politicamente este governo não tem força, está totalmente desmoralizado, atendendo a base aliada, mas enganado no respaldo às suas necessidades, no que assistimos o adiamento por duas vezes da avaliação dos vetos presidenciais às chamadas pautas-bomba no Congresso, mesmo após a reforma ministerial, continuando nitidamente com dificuldade para restabelecer a base e votar as medidas de ajuste.
 
“Nunca na história desse país” ... Como estava evidente ... o TCU rejeitou por unanimidade as contas do governo em 2014; em decisão inédita o TSE abriu uma AIME (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo) contra um presidente empossado, embora o desmembramento da operação Lava-jato pelo STF tenha devolvido a fiança ao mercado dos acordos políticos.
 
Daqui até o final do ano muita volatilidade acompanhará os mercados, já que não há tempo hábil da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso avaliar a decisão do TCU (mínimo 82 dias) e o TSE estima de 2 a 6 meses dependendo das provas requeridas por acusação (PSDB) e defesa.
 
Interessante que na CMO, a presidente é a senadora Rose de Feitas (PMDB-ES), que definirá o relator responsável por analisar a decisão do TCU. Embora seja aliada e “fiel escudeira” do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), apoiou declaradamente o então candidato a presidência da república Aécio Neves (PSDB-MG).
 
Enquanto isso ...
 
... o ministro da Fazenda Joaquim Levy espera “suas propostas” serem apreciadas pelo Congresso
 
e ... o presidente do BC Alexandre Tombini minimizando os prêmios de risco e de câmbio.

O risco volta a aumentar.

13/10/2015

 
 
 

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