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Agora sim; tudo em casa - Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura
 
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Agora sim; tudo em casa
 
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura
 
A perda do grau de investimento pela segunda agência nos remete ao peso que isso vinha impondo aos ombros da equipe econômica enquanto não acontecia. Ao acontecer, tirou mais uma “espada” da cabeça do Brasil, clareava a realidade e nos parecia que tal acontecimento beneficiaria de alguma maneira a evolução de negócios, seja na definição de sua precificação, seja no prêmio de risco assumido e incorporado. E isso para mim era bom, pois colocava-nos em um novo ambiente, com mais risco é claro, mas concreto, embora a “espada” da continuidade desse governo ainda está apontada, mantendo o risco às medidas de ajustes necessários, travando votações no Congresso com alucinantes disputas políticas.
 
Joaquim Levy é passado e não tomaremos aqui espaço do novo, do que está por vir, se bem que já sabemos o que virá. E se já estava ruim, agora então é péssimo.
 
Enfim, como num passe de mágica a economia brasileira agora seguirá os trâmites perseguidos, dentro do seu fôlego, no seu ritmo, na direção certa, conforme o “planejamento”, em comum acordo, satisfazendo a muitos interesses, sem incômodos, livre de definições acadêmicas ortodoxas, que amarram o “desenvolvimento” e a recuperação quando se tem certeza do que se fez, pois deu certo no passado e não está dando certo no presente por conta da necessidade de se fazer um tal de “superávit primário”.
 
Como o mercado mesmo assumia, Nelson Barbosa, ministro do “Planejamento”, era a solução mais natural, pois já estava no governo, conhecia as entranhas, de perfil “desenvolvimentista”, venceu várias quedas de braço em confronto com a Fazenda, de postura mais flexível e privilegiada pela presidente. Doutor em economia pela New School for Social Research de Nova York, Nelson Barbosa empenhou-se no primeiro mandato da presidente, formatando a política econômica de forte expansão do gasto público, uma marca desse governo e seu partido, e vejam que sucesso, que modelo sustentável e vencedor.
 
“É só aumentar o gasto público para estimular a economia ... Simples assim”.
 
E já começou. Uma primeira iniciativa de mudança da política econômica, em decisão (16/12) do Banco Central (BC), liberou compulsório para financiar projetos de infraestrutura do PAC e para bancos de menor porte, em torno de R$ 3,0 bilhões, que serão destinados a financiar as empresas construtoras do Minha Casa Minha Vida credoras do governo.
 
Segundo a Wikipédia, enquanto a economia ortodoxa pode ser definida em torno do nexo "equilíbrio-racionalidade-individualismo", a economia heterodoxa pode ser definida em termos de um nexo "estrutura histórico-social-institucional". Todos os tipos de socialismo são considerados heterodoxos, mas nem todas as escolas heterodoxas são socialistas. Os heterodoxos aceitam a intervenção do estado, enquanto que os ortodoxos acreditam no livre equilíbrio entre oferta e demanda.
 
Vem ao caso, que a taxa de investimento no 3º trimestre de 2015 (3T15) foi de 18,1% do PIB, inferior à do 3T14, de 20,2%, e a menor para o período desde 2007. Sem investimento, o PIB não vai retomar um ciclo de investimento e sem confiança não haverá expansão dos investimentos. Isso nos remete ao apoio formal em 14/12 da FIESP ao pedido de impeachment da presidente, fato inédito na história da entidade, aprovada por unanimidade em reunião conjunta entre conselho de representantes, a diretoria e a cúpula do CIESP, em levantamento realizado junto às indústrias. Ou seja, essa taxa de investimento só cairá, pois só haverá recursos para manutenção.

Para piorar essa percepção, a questão do impeachment, da forma como está, não resultará em fato consumado, pois está se propagandeando que é “golpe”, sem amparo legal. Mentira. Desrespeito a Lei de Responsabilidade Fiscal. O atual governo foi ambicioso e descaradamente usuário em prol de uma campanha eleitoral. As manifestações “pró” presidente foram mais entusiasmantes que as “contra”, o que é decepcionante, pois sem a força das ruas o Congresso não comprará a tese, mesmo que bem embasada, além do poder do Senado, oficializado pelo STF, de autonomia para decidir se rejeita ou não o processo encaminhado pela Câmara.
 
Dessa forma, sem investimentos, sem crescimento, sem produção, sem emprego, tudo em “banho maria”, mas a esperança “é a última que morre” (Lava-Jato x Renan Calheiros).
 
A saber, teremos aumento de tributação sobre aplicações financeiras (debêntures, LCA, LCI).
 Consequentemente, para investidores (sem medo de ser feliz), bolsa ficando barata (gritante em dólar). Diferente disso, com o ministro “de volta ao passado”, taxa de juros e câmbio em alta.


21/12/2015


 
 
 

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