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Passando a limpo - Para onde o Brasil está sendo levado
 
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Passando a limpo


Para onde o Brasil está sendo levado

 

Afirmações em nossos relatórios anteriores já antecipavam algumas tendências ora sacramentadas, justamente porque no mercado financeiro precisamos tomar posições ou se desfazer delas, se antecipando aos fatos econômicos, políticos e de mercado, observando os sinais e incorporando as atitudes como se fôssemos o “dono da caneta”.

 

O fato é que a presidente afastada não volta mais; que apesar do Banco Central (BC) interferir no câmbio e sinalizar um novo piso de R$ 3,20 isso não se sustentará; que a inflação realmente vai convergir para a meta em 2017; que a redução da taxa de juros ainda requer sinais efetivos de desaceleração da inflação e que as grandes reformas, como a da previdência, não entrarão no calendário do Congresso neste ano.

 

A Comissão Especial do Impeachment retoma os trabalhos para analisar o relatório final do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), favorável a cassação do mandato da presidente afastada. O trâmite terá em 02/8 a apresentação do relatório, em 04/8 sua votação na Comissão, em 06/8 lido no Plenário e em 09/8 sua votação no Plenário, bastando nesta fase apenas 41 votos, dentre os 81, para o processo continuar, já indicando para o julgamento final, provavelmente a partir de 22/8, o placar derradeiro.

 

Logo ...

 

Mesmo parlamentares que defendem a presidente afastada ... “admitem que o cenário é praticamente irreversível. Isso porque consideram que propostas como a realização de novas eleições não tem mais apelo e já não convencem, muito em parte porque consideram que o país não pode passar por mais uma forte turbulência política e econômica”.

 

Como temos dito, o “sinal derradeiro” será dado pelo Congresso quando iniciar as votações sob o comando do novo presidente da Câmara deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Voltando aos trabalhos, após o recesso branco e entre os comprometimentos de parlamentares com as eleições municipais, o primeiro projeto a ser votado será o que trata da renegociação das dívidas dos Estados e do Distrito Federal com a União (PLP 247/16), que está tramitando em regime de urgência constitucional. Além disso, teremos MPs que travarão a pauta; apreciação de vetos presidenciais; mudanças no Orçamento de 2016; alterações na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 e projeto de lei com as 10 medidas de combate a corrupção, com a participação do juiz federal Sergio Moro.

 

No conjunto da obra mostrarão a habilidade do governo interino e do novo presidente da Câmara em conduzir esses assuntos e a força que emanará da articulação com a base aliada para produzir e conquistar seus interesses.

 

Tudo isso que já assistimos foram precificados pelo mercado, com o Índice Bovespa (IBOV) já tendo evoluído bem nesse ambiente todo, podendo ir além conforme o comprometimento do Congresso com o andamento dos trabalhos no Congresso. O IBOV está numa fase de indefinição e ora sobre ora desce, mais em função do ambiente externo do que interno. As demais variáveis a meu ver estão caminhando conforme a comunicação do “Dream Team” econômico e do ministro da Fazenda.

 

A taxa de câmbio é que tem mais evidente seu caminho : de apreciação do Real. Isso porque o nível da taxa de juros interessa em muito aos investidores estrangeiros e gestores e já está certo de que essa taxa, dada a “permanência dos patamares de inflação em nível elevado” demanda “persistência maior da política monetária”, conforme ata da última reunião do Copom.

 

Ou seja, na pesquisa Focus de 29/7 já ficou claro que o mercado não acredita que o Copom reduzirá com mais “atitude” a taxa Selic em 2016, alterando a expectativa para 13,50% para o final do ano. Como a última reunião do Copom será em 30/11 e, considerando a “permanência” e “persistência” já conhecidas, o Copom reduzirá em 0,5% a taxa Selic na reunião de novembro, fechando o ano em 13,75%.

 

Com isso, sabendo-se que a atividade econômica ainda crescerá sob a batuta das exportações, o câmbio estará fortemente impactado até o final do ano com a entrada de recursos. Fatores como eleições americanas, saída do Reino Unido da União Européia e taxa de juros americanos não reverterão esse quadro.

 

As exportações brasileiras, apesar da queda das importações, tem demonstrando fortes reações, atingido superávits cada vez melhores em relação aos comparativos.

 

A candidata democrata Hillary Clinton tem se recuperado nas pesquisas, após a oficialização do candidato republicano Donald Trump, em todas as pesquisas encomendadas por sites e jornais. Isso porque o eleitor americano, mesmo compartilhando algumas idéias do republicano, vem se conscientizando do risco político que ele é.

 

Com relação ao Reino Unido, o processo de saída é demorado e a atual primeira-ministra Teresa May terá a missão de conduzi-lo de forma a minimizá-lo.

 

Quanto ao FED, a expectativa de crescimento do PIB americano de 2,6% ao ano no 2º trimestre de 2016, concretizando-se em meros 1,2%, e a própria fragilidade econômica internacional não permitirão que esse movimento de alta dos Fed Funds se realize. Ou seja, o FED não aumenta mais os juros em 2016.

 

O certo é que já temos por parte da indústria, depois de 3 quedas consecutivas, o crescimento do faturamento em 2% em junho sobre maio, com as horas trabalhadas na produção evoluindo 0,2% e o nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) aumentando 0,3%, para 77,4%, conforme dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Já é um bom sinal diante de tantos fatos negativos apresentados pelo setor.

 

Não tenho dúvidas. O processo é longo, mas os ares são outros como já mencionei.

 

Estamos evoluindo.

 


 
 
 

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