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Mas será? - Sinais, interpretações e comentários que não geram certezas
 
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Mas será ?

                                     

Sinais, interpretações e comentários que não geram certezas

 

Reiterando os pensamentos e raciocínios anteriores, o Brasil sem dúvida está no caminho certo e saindo do atoleiro que foi levado, sem aqui perder tempo com a história.

 

Todos, sejam empresários, economistas, analistas, políticos, etc, etc, pensam e vivem as condições fundamentais de retomada da atividade econômica, aguardando a queda da inflação e a votação das medidas de ajuste necessárias para que despesas e receitas se equilibrem num ambiente ainda recessivo.

 

A confiança voltou logo após a admissibilidade do impeachment, a inflação em setembro caiu forte, principalmente de alimentos, e a primeira votação da PEC dos Gastos no Congresso Nacional em primeiro turno passou com folga.

 

Até aqui tudo bem, já que esse é o caminho das pedras.

 

Indo ao que realmente interessa, a queda da inflação é uma tendência, mas a de alimentos é ? A inflação de serviços também vem caindo, mas é o suficiente ? A votação da PEC dos Gastos detona uma redução de despesas necessárias a ponto de podermos combinar esse raciocínio para chegar na redução da taxa de juros ?

 

O que quero dizer é que se fala em redução de juros já num primeiro sinal, com os mercados futuros “pagando” esse cenário, sem contudo ser convincente. Eu não estou convencido e o pior, há comentários “impressionados” do próprio governo em ver como o mercado tem assumido tal premissa com base em “discursos” ou indicadores ainda fracos. O IPCA de setembro é um sinal de desinflação, principalmente em alimentos, mas não é uma tendência nacional como se pode ver nas tabelas a seguir.

 


 

Em nosso relatório de 19/9 ... “A mão invisível dos políticos - As negociações de crescimento de forma oficial, embora não definitivas” a ata do Copom de 31/8 evidencia os progressos nas perspectivas de desinflação, mas é só no cenário de referência do Banco Central (BC) para 2017, que considera taxa Selic estável em 14,25% e câmbio a R$ 3,20 por todo o horizonte da projeção, que o IPCA converge para a meta, de 4,5%.

 

 

 

No IPCA de setembro a inflação de serviços apresentou queda significativa de 0,59% para 0,33%, influenciado basicamente pelo fim das Olimpíadas no Rio de janeiro, que elevou preços como hotel e passagens aéreas em agosto de forma substancial.

 

O Índice de difusão, que mede a proporção de itens do IPCA com reajuste mensal, caiu de 63,5% para 56,8%, mostrando descompressão mais disseminada dos preços. Contudo, ainda requer afirmação.

 

Se observarmos a inflação medida pelo IPC-S da FGV, em sete capitais, do fim de setembro para a primeira apuração de outubro, verificou-se aceleração de 0,07% para 0,19%, onde das 8 classes de despesas avaliadas, o destaque ficou por conta da alimentação, registrando deflação menor, de -0,14% para -0,01%, refletindo o desempenho da carne bovina, que saiu de alta de 2,08% para 2,80%.

 

Talvez o mercado esteja fazendo uma leitura de que as atuais circunstâncias já definem uma ação absolutamente necessária para que possamos ter aquele “empurrão” na atividade, a ponto do empresariado assumir o “entusiasmo declarado” da nova fase da economia nacional.

 

Mas é preciso tomar cuidado.

 

Reparem que o discurso do presidente do BC em Washington (07/10) não pretendeu ser diferente do seu pronunciamento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado (04/10), mas acabou gerando movimentos de “apostas” mais intensos, de corte de juros de 0,25% para 0,50%. Isso chamou atenção de expert do próprio BC de que a comunicação atual desse BC é diferente do anterior e que a leitura deveria ser mais “holística”, ou seja, que procura compreender os fenômenos na sua totalidade e globalidade, o que casa conforme a ata ... “não há fator que seja determinante por si só para as decisões de política monetária”.

 

Reforçando esse raciocínio, fontes do governo ressaltaram nos últimos dias a preocupação com a “rapidez com que os mercados estão comprando a redução dos juros, montando suas posições e mexendo nos preços dos ativos”.

 

Será que este primeiro sinal de desinflação levará o BC a concluir, ficar confortável e declarar que essa é a tendência e pode se dar ao luxo de baixar os juros, quando os sinais da atividade indicam para nova retração ? agora no 3º trimestre, a sétima seguida. As vendas no varejo restrito caíram 0,3% em julho e a produção industrial caiu 3,8% em agosto.

 

Os indicadores negativos recentes ocorreram em um momento em que o Copom esperava dias melhores “conforme a ata”. Com isso, do ponto de vista técnico, o BC deveria decidir por uma queda mais acentuada da taxa de juros, mas e a busca irrevogável de uma inflação controlada ? Seria condizente ? De novo ...

 

“é só no cenário de referência do Banco Central (BC) para 2017, que considera taxa Selic estável em 14,25% e câmbio a R$ 3,20 por todo o horizonte da projeção, que o IPCA converge para a meta, de 4,5%”.

 

É obvio que quanto mais avançada a implementação das medidas de ajuste das contas públicas, melhor, mas apenas a vitória em primeiro turno de 366 a 111, da PEC dos Gastos, demonstrando força e apoio quando eram necessários 308 votos, não é suficiente para lidar com debates intensos que serão observados na delicada reforma da Previdência e Trabalhista.

 

Apesar da vitória não se ganhou a batalha.

 

Continuo ainda desconfortável com o mercado pagando quase que unânime o corte de juros.

 

O BC não pode repetir a descabida redução de juros que Meireles fez ao final de seu mandato.

 


 
 
 

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