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A Grécia deve sair da zona do euro?
 
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Para Martin Wolf, colunista do jornal britânico The Financial Times e ex-economista sênior do Banco Mundial, a medida traz muito mais riscos do que soluções - para a própria Grécia e para a Europa. Veja a entrevista que ele concedeu a EXAME de seu escritório, em Nova York, nesta semana:

O pacote de socorro aos países europeus, anunciado na última segunda, resolve os problemas da região?
Por um tempo, sim. Os países conseguiram conter o pânico no sistema financeiro. O pacote dá algum alívio para a União Europeia discutir uma solução para a questão do euro. A estrutura da região falhou em alguns aspectos. Os países não podem ser deixados à própria sorte. Havia uma percepção de que países diferentes convergiriam, mas isso se mostrou falso. Na prática, foram criadas duas classes de países.

A saída de países periféricos da zona do euro pode ser uma solução?
Não acredito nisso. Primeiro, há uma questão técnica que precisa ser resolvida. Não se sabe se um país pode sair na zona do euro e continuar na União Europeia. Mas, ainda que isso possa ocorrer, seria uma ruptura capaz de destruir o sistema financeiro do país que decidisse sair. Uma nova moeda criaria pânico, as pessoas iram querer transferir seu dinheiro para bancos de países mais seguros. No longo prazo, pode ser que a medida restaurasse a competitividade da economia do país, mas os riscos são grandes demais - mesmo para um país pequeno, como a Grécia.

Quais podem ser as consequencias de um ajuste Europeu para a economia mundial - e para os países emergentes?
Essa crise nos lembra como a economia mundial é vulnerável. Há muitas fragilidades e riscos, maiores nos países desenvolvidos, mas que geram efeitos para os emergentes. De toda forma, acredito que os emergentes fizeram o suficiente para se proteger de choques. Por isso, eles continuam sendo uma espécie de porto seguro.

Vale a tese do descolamento, então?
Esses selos nem sempre são muito significativos, mas diria que há um semi-descolamento. Se nada de muito grave ocorrer a Europa, os emergentes continuarão crescendo. Se não, eles vão sofrer, como ocorreu em 2008. De forma geral, estou otimista, não acho que haverá um colapso econômico na Europa, só que é preciso ficar atento aos sinais dos próximos meses.

Podemos passar por uma crise semelhante à que veio depois da quebra do banco Lehman Brothers, em 2008?
A crise atual é diferente. A quebra do Lehman provocou um impacto imediato sobre a viabilidade das instituições financeiras. Agora, não, é um problema de dívidas soberanas. É claro que, para sobreviver, os países europeus terão de fazer mudanças profundas. É preciso pensar diferente para fazer essa união funcionar no longo prazo. O ajuste será doloroso. É preciso estudar a criação de fundo europeu, ter uma política fiscal mais rígida e trabalhar para reduzir as diferentes entre os países. Isso, um socorro emergencial não resolve.

por Giuliana Napolitano - Exame
 
 
 
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