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Bolsa em queda não significa que é hora de fugir para investimentos defensivos
 
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Com o pregão desta quinta-feira (20), o Ibovespa caminha para sua sexta perda consecutiva. O mau humor externo em relação à Europa segue ofuscando indicadores e resultados corporativos, causando uma forte correção nas principais bolsas.

Mas a crise no continente europeu não tem um fim à vista - afinal, o problema não é só a Grécia, e a solução de questões fiscais leva tempo. Fica claro que o alívio que o pacote de resgate de quase US$ 1 trilhão trouxe aos mercados foi somente momentâneo, e que seus efeitos, pelo menos no curto prazo, já passaram. Sem perspectivas de que surjam novas notícias para animar os investidores, é o momento de sair da bolsa para aplicações mais defensivas? E quais são as melhores opções para o investidor que optar por isso?

Atenção ao repique da bolsa
De acordo com os analistas, a resposta geral é "não". "Se olharmos no curtíssimo prazo, o mercado já caiu bem - então, apesar de ainda não termos indicativos de um repique mais forte, faz sentido que tenhamos uma melhora significativa do cenário", diz Adriano Moreno, Futura Investimentos.

Para ele, o investidor tem que ter em mente que como a queda foi muito forte e vertical, uma mudança brusca no portfólio - como zerar as posições em bolsa - pode fazer com que ele perca uma recuperação significativa. "A lei de Newton funciona muito bem para a bolsa - quanto maior a queda, maior a reação".

Rossano Oltramari, analista-chefe da XP Investimentos, acredita que o investidor não deve sair da bolsa "de maneira nenhuma". "Primeiro, porque um investidor consciente não tem todos os recursos dele aplicados na bolsa. Um investidor agressivo deveria ter mais ou menos 50% na renda variável", explica.

Oltramari lembra que, há um ano, o cenário não era muito diferente. "Vimos uma coisa muito parecida um ano atrás. O investidor tem que ter tranquilidade e se focar em fundamentos, pensar no forte fluxo de dividendos - não pode tomar decisões emocionais", afirma. "Para um investidor de longo prazo, com uma carteira diversificada, não temos essa visão de sair da bolsa, porque a perspectiva de longo prazo é otimista".

Entretanto, tudo depende do perfil do investidor. "Pode ser uma oportunidade de entrada na bolsa. Mas se ele achar que é uma correção mais forte e duradoura, pode tentar mudar para coisas mais defensivas", afirma Eduardo Otero, da Um Investimentos.

Nesse caso, segundo Moreno, a recomendação é não sair completamente da bolsa. "Se o investidor já está comprado e quer minimizar o risco de uma perda se a bolsa repicar - e isso vai acontecer -, ou se ele estiver desconfortável com as posições, ele pode zerar parte das posições e usar a liquidez para aplicar em renda fixa", explica. Se essa for a opção, o investidor pode optar por diversos tipos de aplicação - veja abaixo as avaliações dos analistas sobre essas opções.

Títulos federais
Comprar títulos federais pode ser um caminho para os investidores. "As notas federais são sempre uma boa opção, dada a liquidez que o Tesouro Direto oferece", explica Otero.

Aqui, contudo, os analistas deixam um aviso: apesar de mais seguros, os investimentos em títulos federais não são isentos de risco. "O investidor precisa ver qual é o título federal que ele está comprando. Não é porque é um título público que ele está isento do risco de mercado", explica o analista da Um.

"Atualmente, temos uma curva de juros pré que apreça um movimento de alta dos juros em cerca de 3%. Eventualmente, se lá fora tivermos uma melhora no cenário lá fora, e mantivermos a atividade em um nível um pouco abaixo do que temos hoje, vamos ter problema com inflação - o que pode ajustar a curva de juros para cima, e o investidor que tinha tomado uma posição pré-fixada pode ter perdas a mercado". Para Otero, caso o investidor queira se livrar ainda mais do risco, poderia comprar um título que paga a taxa Selic diária.

Moreno também ressalta que a volatilidade do mercado deve ser levada em conta na compra de títulos federais. "Como estamos num processo de aversão ao risco, até as notas federais vão ter volatilidade - muito menor do que a bolsa, e só no curto prazo, mas ainda assim tem", afirma. "Comprando um título público atrelado à inflação, a curva de retorno - e, consequentemente, as cotas desse título - podem mudar caso haja alguma alteração percepção no curto prazo", explica.

"Não é que ele não seja seguro, mas como estamos tendo mudanças bruscas, os títulos públicos, como são referenciados, também têm volatilidade no curto prazo", comenta o analista da Futura.

CDB, fundos, DI e poupança
Entre os principais instrumentos estão o CDB, fundos de renda fixa, poupança e DI de bolsa. "Temos sempre que avaliar o risco e o retorno das aplicações. Do ponto de vista de risco, juntando esses instrumentos no mesmo pacote, o risco é muito parecido, assim como o retorno muito parecido", explica Moreno.

Para Otero, os fundos DI ou CDBs são a melhor opção para eliminar a volatilidade do portfólio, e podem ser o destino de um investidor mais preocupado com uma queda mais profunda dos mercados. "Com um fundo DI ou um CDB - ou mesmo uma LFT -, ele vai ficar ganhando a taxa de juros de 1 dia, e sem risco", afirma.

Moreno destaca que os fundos de renda fixa ajudam a eliminar a volatilidade que pode ser vista nos títulos públicos. "Quando você compra um fundo de renda fixa, dentro da carteira existem inúmeros títulos públicos - então, a volatilidade é menor".

Dólar e ouro
Investimento em moedas não está na lista de principais recomendações dos analistas. Moreno, por exemplo, não classifica aplicações em dólar como investimento. "Eu não acho que comprar dólar ou aplicar num fundo cambial é um investimento. Acho que moeda é mais reserva de valor", afirma.

Já Otero ressalta que o dólar também tem volatilidade - o que pode não condizer com a necessidade de um investidor buscando uma aplicação mais defensiva. "Por mais que no curto prazo a tendência tanto aqui quanto lá fora seja de apreciação do dólar, tanto pelo cenário externo quanto pelo ajuste das contas externas do Brasil, eu não sei se é o nível de volatilidade que o investidor admite", explica o analista.

O ouro, que vem batendo máximas históricas nas últimas sessões, também não está entre os mais bem avaliados. "Eu não conheço muitas pessoas físicas que aplicam em ouro",afirma Otero. Na mesma linha, Moreno lembra que muitos players do mercado já alertaram para uma bolha nos preços da commodity. "O ouro historicamente tem sido contra cíclico - ou seja, se o mercado vai mal, ou em períodos de volatilidade, ele termina se comportando bem. Mas acho que é arriscado, e só pessoas com experiência nesse tipo de ativos devem investir", afirma.

O lado defensivo da bolsa
Além disso, outra opção apontada pelos analistas é o posicionamento em setores mais defensivos da bolsa, como energia. "A bolsa dá dois tipos de retorno: a variação das ações e o pagamento de dividendos. Em um momento em que a variação dos preços não está dando lucro, os dividendos possibilitam que você tenha algum tipo de retorno", destaca Moreno.

Assim, as boas pagadoras de dividendos e ligadas ao mercado interno, assim como empresas com fluxo de caixa bem definidos e menos cíclicas, podem ser boas escolhas nessa hora. Elétricas, administradoras de shoppings e varejistas de alimentos foram algumas das companhias mencionadas pelos analistas. "O conceito de beta também pode ajudar a determinar se uma empresa é mais ou menos defensiva em relação ao mercado como um todo, de maneira bem objetiva", ressalta Moreno.

É preciso lembrar que uma performance melhor do que a bolsa não significa uma alta. "Se houver um movimento de realização muito forte, ele deve cair menos do que a bolsa", frisa Otero.

Por InfoMoney
 
 
 
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