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Sem convergências
 
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A formação do Grupo dos 20 (G-20) foi um grande passo à frente na necessidade de coordenar políticas numa sociedade cada vez mais globalizada. Mas, às vezes, como na reunião desse final de semana realizada em Busan, na Coreia do Sul, as autoridades parecem mais preocupadas em evitar divergências do que em construir convergências.

Foi uma reunião de ministros de Fazenda e presidentes de bancos centrais que, em princípio, deveria preparar a cúpula de chefes de Estado agendada para os dias 26 e 27 de junho, a ser realizada na cidade de Toronto, Canadá.

Das principais autoridades econômicas e financeiras do mundo se esperavam respostas convincentes para os atuais problemas que subsistem a despeito das providências já tomadas para acabar com a crise. E, no entanto, apesar do diagnóstico de que a economia mundial está em recuperação, das congratulações recíprocas e dos encorajamentos a que continuem a ser aprofundadas as decisões de política econômica destinadas a devolver a saúde à economia mundial, ficamos sem saber o que se fará para evitar a nova fase de enfraquecimento das finanças dos Estados, justamente o setor que salvou do colapso os bancos, o mercado de crédito e o setor produtivo.

O comunicado emitido ao término da reunião enfatiza a importância das providências destinadas a dar equilíbrio orçamentário futuro às contas públicas, mas não deixa claro o que tem de ser feito em relação ao leite já derramado nem se as decisões tomadas são suficientes para reverter a crise.

O mercado financeiro não parece convencido disso porque se mantém na defensiva, aferrado a aplicações conservadoras e avesso ao risco. Não acredita que as autoridades globais estejam seriamente empenhadas no saneamento das finanças públicas.

As intervenções do secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, na reunião pareceram sugerir que a posição oficial dos Estados Unidos é a de que os demais países ricos e emergentes voltem a gastar, ao contrário do que se espera de administrações que hoje enfrentam déficits enormes e dívidas seriamente ameaçadas de inadimplência.

Geithner está certo ao afirmar que a economia americana precisa voltar a poupar e que isso só será possível a partir do momento em que puder exportar em volume tal que reverta o atual déficit comercial, que neste ano deverá ser de US$ 487 bilhões. No entanto, essa virada só se tornará possível quando a Europa, a China e o Japão se tornarem importadores líquidos dos Estados Unidos.

Se for colocada em prática, essa estratégia, cujo principal objetivo é desmantelar os atuais desequilíbrios globais que envolvem a economia americana, vai exigir providências destinadas a incentivar o consumo dos demais países ricos. Não está claro como isso poderia acontecer sem forte aumento das despesas públicas dos países que hoje estão sendo instados a conter sua gastança e a provocar o ajuste cujo efeito colateral é a recessão, como se vê na União Europeia. A decisão anunciada na segunda pela Alemanha vai na contramão do que pediu Geithner (veja o Confira).

No mais, a cobrança de medidas que garantam transparência e alguma supervisão de fundos de hedge e de agências de classificação de risco, embora bem-vindas, não ataca as causas da crise.

Confira

Aperto de cinto. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, anunciou na segunda-feira o mais drástico plano de austeridade fiscal desde a 2ª Grande Guerra. Em três anos (até 2014) o governo alemão planeja economizar quase US$ 100 bilhões para derrubar o rombo orçamentário abaixo dos 3% do PIB (hoje é de 3,3%).

Contracorrente. A decisão tende a provocar contração no consumo no país. Isso contraria as recomendações de um grande número de analistas da Europa e dos Estados Unidos. Eles pedem que a Alemanha e a China incentivem o consumo para empurrar as importações e permitir que os outros países ricos exportem mais.

Contra Geithner. Contraria, sobretudo, a recomendação feita pelo secretário do Tesouro norte-americano, Tim Geithner, que nesse fim de semana pediu mais consumo da Alemanha e da China para que os Estados Unidos possam reverter seu déficit comercial.

Celso Ming
 
 
 
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