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Cobertor curto
 
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Até mesmo o ministro Guido Mantega, entusiasta de uma atividade econômica agressiva, entendeu agora que o Brasil não tem preparo físico para crescer mais do que 5,5% ao ano.

Pode emplacar um avanço do PIB de 6,5% ou até mesmo de mais do que isso num ano, mas logo adiante vai sentir cãibras. Isso nada tem a ver com "os juros altos demais praticados pelo Banco Central". Ao contrário, os juros altos são consequência da insuficiência de investimento: o Banco Central tem de puxar pelos juros porque o consumo e as despesas externas (déficit em Conta Corrente) ultrapassam ou ameaçam ultrapassar o nível que os economistas conservadores chamam de "crescimento potencial".


O fator limitador é o baixo investimento, de 17,0% a 18,0% do PIB (veja gráfico). Esse investimento insatisfatório, por sua vez, está limitado pelo baixo índice de poupança. Na média, o brasileiro poupa 16,0% a 17,0% do que ganha e esse número já engloba os fundos de poupança compulsória: Previdência Social, Fundo de Garantia, Fundo de Amparo ao Trabalhador e o PIS-Pasep.

Os economistas divergem no resultado desse cálculo, mas é praticamente consensual que, para garantir um crescimento da ordem de 6,5% a 7,0% ao ano, o investimento teria de ser de 23,0% a 25,0% do PIB.

Economistas e simpatizantes dos assuntos econômicos às vezes insistem em que, diante desse cobertor curto, o Estado é que tem de ser acionado para suprir a insuficiência de investimento do setor privado.

O problema é que o Tesouro é uma ovelha tosquiada demais. Para aumentar o capital do Banco do Brasil, o Tesouro teve de abrir mão de participação acionária para os investidores estrangeiros. E, para subscrever o aumento de capital da Petrobrás, a União apresentou um truque de engenharia financeira (a tal cessão onerosa) em que não comparecerá com dinheiro vivo, mas com petróleo que só em cinco ou seis anos a Petrobrás começará a tirar de 6 mil metros de profundidade. Como a Petrobrás precisa de dinheiro vivo, vai depender da boa vontade dos acionistas nacionais e estrangeiros para aceitar a oferta pública de ações.

O capital estrangeiro é sempre uma opção disponível. Embora importante, está longe de virar esse jogo desvantajoso. Se, neste ano, entrar todo o capital estrangeiro que o Banco Central está esperando (US$ 38,0 bilhões), isso não passará de 2,0% do PIB. E, ainda assim, a forte entrada de investimento estrangeiro apresenta dois efeitos colaterais nem sempre desejáveis: (1) ajuda a pressionar a cotação do dólar para baixo; e (2), a longo prazo, vai aumentar as remessas de lucros para o exterior (só no ano passado foram US$ 25,2 bilhões).

Duas iniciativas podem ajudar a melhorar o índice de poupança e de investimentos do País. A primeira delas é reduzir as despesas públicas para que sobrem mais recursos para o Tesouro investir. A segunda é incentivar mais entrada de capital estrangeiro de risco, e não taxá-lo com IOF, ou, então, restringir os investimentos estrangeiros na produção de alimentos e matérias-primas vegetais, como certos segmentos do governo vêm reivindicando.

Confira

O tombo dos mercados. Dois dias depois de conhecido o conteúdo do comunicado da reunião de cúpula do G-20, os mercados vieram abaixo. Entenderam que não podem mais contar com maciças intervenções dos Tesouros nacionais e dos bancos centrais para reverter o atual estágio da crise. Ou seja, a recessão passou a ser mais provável que a recuperação. Mais que isso, as autoridades do mundo rico já não se entendem e isso não é bom para as aplicações de risco.

Celso Ming/ Estadão
 
 
 
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