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Calmaria nas contas públicas
 
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Mesmo com um novo recorde em julho, o resultado da arrecadação federal, divulgado nesta terça-feira, indica que, depois do boom do primeiro trimestre, a economia brasileira evolui num ritmo mais acomodado. Não se trata de uma queda no crescimento, mas de um crescimento em velocidade menor.

É possível que a já longa fase de recordes na arrecadação esteja perto do fim. A partir de agora, o volume arrecadado refletirá melhor a acomodação da atividade econômica e, além disso, será afetado, na comparação com outros períodos, pelas bases menos favores. A expectativa, por exemplo, é de que, em novembro, a arrecadação federal até mostre um recuo pontual, em relação a novembro de 2009, quando a arrecadação cresceu pela retomada do crescimento e por cobranças judiciais extraordinárias.

Com os dados da arrecadação federal em julho, o economista Felipe Salto, da Tendências Consultoria, que acompanha as contas públicas com lupa, não sentiu necessidade de rever suas projeções para o ano. Nas planilhas dele, o superávit primário do ano ficará em 2,6% do PIB, abaixo da meta pura de 3,3%, mas dentro da meta permitida por lei, com desconto contábil de despesas do PAC, consideradas como investimento.

Também não mudaram as projeções para a carga tributária ou a relação dívida pública líquida/PIB. O primeiro deve fechar o ano pouco acima de 35%, dentro do padrão dos últimos exercícios, e a relação dívida/PIB tende a cair para o entorno de 40%.

O que deve continuar com aumento, mas ligeiro, é a relação dívida pública brita/PIB. Se não ocorrerem surpresas, a relação dívida bruta/PIB subirá de 62,8%, em 2009, para algo em torno de 64% este ano. O responsável, depois de absorvidos as transferências do Tesouro para o BNDES, serão as operações compromissadas do Banco Central - instrumento usado na administração das sobras dos fluxos cambiais, que resultam no aumento das reservas internacionais.

Resumo da ópera: nem sombra de descontrole à vista nas contas públicas.


Por José Paulo Kupfer/Estadão
 
 
 
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