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Boletim Regional do BC indica expansão vigorosa do Nordeste
 
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Relatório destaca crescimento de 3,4% do NE, assim como o dos PIBs da Bahia (9,5%), Ceará (8,9%) e Pernambuco (7,8%)

A economia do Nordeste seguiu a tendência observada em nível nacional, no primeiro trimestre de 2010, e acompanhada pelo portal TM (veja aqui), apresentando expansão vigorosa, comparativamente ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o Banco Central.

Esses dados são resultante do crescimento do PIB nas três principais economias da região: Bahia, com 9,5%; Ceará, 8,9%, e Pernambuco, que cresceu 7,8%. A evolução dos principais indicadores de atividade econômica sinalizou a continuidade desse desempenho no trimestre encerrado em maio favorecida, sobretudo, pela expansão da indústria, pela ampliação nas vendas varejistas e pela criação de empregos.

O IBCR-NE apresentou expansão de 3,3%, no trimestre considerado, em relação ao encerrado em fevereiro, após o ajuste sazonal da série, e de 5,7% nos últimos 12 meses, segundo dados observados. São números que deixam o Nordeste à frente das outras regiões. Sendo que Norte, Centro-Oeste e Sudeste cresceram cerca de 1,3% e o Sul fechou com alta de 1,8%.

Varejo

As vendas varejistas no Nordeste1 cresceram 4,3% no trimestre encerrado em maio, e 3,3% em comparação ao finalizado em fevereiro. Os segmentos com mais destaques foram os de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com 6,1%.

Móveis e eletrodomésticos tiveram alta de 5,7%, enquanto que  comércio ampliado, evidenciando expansões registradas nas vendas de veículos, motos, partes e peças (7,5%) e material de construção (7,7%) cresceu 6,5% no trimestre.

Considerados períodos de doze meses, o comércio varejista da região cresceu 10,1% em maio, em relação ao mesmo período de 2009, e 8,1% em contra o trimestre último. Observa-se, desde setembro de 2009, retomada de crescimento desse indicador, depois de movimento descendente a partir de agosto de 2007.

Indústria

A produção industrial do Nordeste, segundo dados da PIM-PF do IBGE, finalizou os doze meses encerrados em maio com expansão de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado refletiu o aumento de 6% na indústria de transformação, com destaque para os crescimentos assinalados em calçados e artigos de couro, 13%, e química, 11%%.

Considerados dados dessazonalizados, a indústria nordestina expandiu 3% no trimestre finalizado em maio, comparativamente ao encerrado em fevereiro, quando havia registrado crescimento de 3,5%, no mesmo tipo de comparação

De acordo com estatísticas da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), do IBGE, a evolução do emprego industrial ainda não traduziu a retomada do dinamismo da indústria regional, registrando retração de 0,1% nos doze meses encerrados em maio.

Crédito

O estoque das operações de crédito superiores a R$ 5 mil, realizadas na região, atingiu R$ 158,2 bilhões em maio, expandindo-se 7,2% no trimestre e 36,7% em doze meses, destacando-se, nos dois períodos, os acréscimos nos saldos dos repasses realizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e nas modalidades de empréstimos consignados, financiamentos de veículos e crédito habitacional.

O estoque das operações pactuadas no segmento de pessoas físicas atingiu R$ 71,5 bilhões, com elevações de 7,2% no trimestre e de 29,3% em doze meses, enquanto o relativo a pessoas jurídicas totalizou R$8 6,7 bilhões, com acréscimos de 7,1% e de 43,6% nas mesmas bases de comparação.

A inadimplência do crédito concedido pelo sistema financeiro na região situou-se em 3,8% em maio, ante 4,1% em fevereiro e 4,8% em maio do ano anterior. A evolução decorreu de declínios assinalados no segmento de pessoas físicas, 0,36 p.p., e no de pessoas jurídicas, 0,24 p.p., cujas taxas de inadimplência foram de 5,7% e 2,4%, respectivamente.

Produção Agrícola

A safra de grãos do Nordeste deverá alcançar 11,9 milhões de toneladas em 2010, de acordo com o LSPA de junho do IBGE, representando 8,2% da produção nacional. A projeção contempla aumento anual de 1,5% na safra e reflete as estimativas de incrementos na produção de caroço de algodão, 4,7%, e de soja, 25,3.

Em sentido inverso, estimam-se recuos respectivos de 15,5% e de 9,4% para as lavouras de milho e de feijão, decorrentes, notadamente, dos efeitos climáticos. Em relação às demais lavouras, estimam-se elevações respectivas de 3,6% e de 5,3% na produção de mandioca e banana.



Balança Comercial

Em relação às transações externas, o déficit da balança comercial da região atingiu US$ 66,7 milhões nos seis primeiros meses do ano, de acordo com estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), traduzindo expansões de 51,4% nas exportações e de 78% nas importações, que totalizaram no período, US$7,7 bilhões e US$7,8 bilhões, na ordem.

O valor das exportações nordestinas refletiu aumentos respectivos de 27,3% e de 18,9% nos preços e no quantum exportado. Registrou-se maior crescimento das vendas de produtos básicos, 89,6%, impulsionadas, notadamente, pelos embarques de minérios de ferro e seus concentrados, sem registro no mesmo período de 2009.

As vendas relativas a bens manufaturados elevaram-se 53, enquanto os embarques de produtos semimanufaturados cresceram 26,3. Os principais países de destino das exportações da região Nordeste, no primeiro semestre de 2010, foram EUA, China, Argentina, Holanda e Rússia. China, com 65,2%, e Rússia, com 80%, foram os que mais cresceram nesse período.

Geração de Empregos

De acordo com estatísticas do Caged/MTE, foram gerados 55,3 mil postos de trabalho no Nordeste, no trimestre finalizado em maio, ante a eliminação de 51,1 mil empregos formais em igual período do ano anterior. Esse movimento foi influenciado em grande parte pela geração de vagas na construção civil, 34,5 mil, e no setor de serviços, 37,2 mil, que haviam sido responsáveis, em conjunto, pela criação de apenas 19,9 mil vagas no trimestre encerrado em maio de 2009.

O nível de emprego formal, considerados dados dessazonalizados, cresceu 2,3% no trimestre encerrado em maio, em relação ao terminado em fevereiro, refletindo resultados positivos do emprego em sete das oito atividades pesquisadas, com ênfase no crescimento de 6,9% assinalado na construção civil.

Inflação

A variação registrada pelo IPCA2 na região Nordeste atingiu 1,37% no trimestre encerrado em junho, ante 1,88% no finalizado em março. A evolução dos preços monitorados, contribuindo com 0,13 p.p. para o resultado do IPCA na região, traduziu, sobretudo, o reajuste assinalado nas tarifas de táxi, os aumentos nos preços dos produtos farmacêuticos e da gasolina, e os incrementos nas taxas de água e esgoto e de energia elétrica residencial.

Entre os preços livres, a redução de 3,98% para 3,68% na variação dos preços no grupo de não comercializáveis, teve impacto mais acentuado, 0,18 p.p., relativamente à aceleração dos preços dos itens comercializáveis, de 0,96% para 1,15%, com contribuição de 0,14 p.p. na taxa de inflação do segundo trimestre do ano.

O comportamento dos preços dos itens não comercializáveis foi influenciado, principalmente, pela queda registrada nos preços dos pescados. A inflação registrada nos itens comercializáveis repercutiu, sobretudo, os aumentos verificados nos preços do leite e derivados, vestuário, e automóvel novo, responsáveis, em conjunto, por 014 p.p. da variação nos preços livres.

Avaliação do BC

O expressivo dinamismo da economia nordestina, evidenciado pelos indicadores desde o segundo semestre do ano passado, baseia-se na expansão da massa salarial, sobretudo em virtude do crescimento do emprego, e na ampliação do crédito, aspectos presentes também em outras regiões do país.

Adicionalmente, têm favorecido o maior crescimento regional, os impactos das rendas oriundas dos programas sociais e os investimentos públicos na região relativamente mais concentrados no nordeste. Esses fatores seguirão presentes na conjuntura local nos próximos meses, delineando perspectivas favoráveis para a continuidade do crescimento econômico.

A despeito disso, é natural que se observe acomodação do ritmo de expansão, comparativamente ao observado no último trimestre de 2009 e no primeiro deste ano, visto que esses períodos caracterizaram-se, ainda, pelo processo de recuperação do nível de atividade após os efeitos da crise financeira internacional.

Por Tendência e Mercado
 
 
 
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