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Guerra cambial: como o Brasil pode ajudar
 
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O Brasil deve estar certo em espernear contra os US$ 600 bilhões que os Estados Unidos vão injetar em sua economia, que vazarão parcialmente para os mercados internacionais e vão valorizar ainda mais o real. Mas acho que não devemos nos iludir: não existe um único parafuso da arquitetura financeira internacional que possa ser usado para impedir um país de fazer a sua política monetária do jeito que bem entenda.

Da mesma forma, não há nenhum impedimento para que a China continue a segurar a cotação da sua moeda, acumulando gigantescas reservas internacionais (aliás, nós estamos fazendo o mesmo, na nossa devida proporção).

Em suma, temos uma briga de gigantes, com os Estados Unidos tentando chupar para si um pedação da demanda global, e a China defendendo ferrenhamente o seu imenso naco da dita cuja. Enquanto esses dois não se entenderem, resta aos pequenos (e todo mundo é pequeno diante desses dois, com a possível exceção de União Europeia e Japão) se defender individualmente do jeito que for possível. E o jeito, hoje, é usar controles de capital, caminho já seguido por nós e por países como Coreia, Tailândia, Colômbia, entre outros.

No final das contas, a única coisa de positivo que um país como o Brasil pode fazer num momento como este é ajudar China e EUA a se entenderem. Para isso, no entanto, é preciso bom-senso, equilíbrio, diplomacia, astúcia. Não exatamente as qualidades típicas de um "new kid on the block" que mal consegue conter os impulsos de auto-afirmação.

PS: O bom da internet é permitir atualizações que, outrora, jamais poderiam ser integradas a um texto já impresso. Estou escrevendo este PS algumas horas depois do post original. O que ocorreu foi que, depois de me enfurnar ainda mais no assunto do post, e de conversar com mais algumas pessoas que conhecem bem a negociação, pude ver que talvez a minha conclusão acima tenha uma pitada de injustiça. Parece que de fato a energia de "new kid on the block" que o Ministro Mantega jogou no tema da "guerra cambial" ajudou a dar relevância à questão e empurrá-la para cima na agenda de discussão do G-20 na semana que vem na Coreia (ao qual irei como repórter).

Esse papel positivo do Brasil vem sendo reconhecido, inclusive, por peças eminentes do establishment financeiro internacional, como o diário britânico Financial Times. Eu ainda acho que o papel mais importante que o Brasil poderá ter, lá na cúpula, é o de buscar uma mediação entre Estados Unidos e China que leve em conta os interesses dos demais países, sobretudo os emergentes.

 E acho que para isso a diplomacia discreta será mais eficaz do que a retórica altissonante. Mas há que se reconhecer que a retórica funcionou, pelo menos para reforçar a necessidade de uma solução para o problema.


Por Fernando Dantas/Estadão
 
 
 
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