BUSCA
FALE CONOSCO
Apimec NacionalApimec Distrito FederalApimec Minas GeraisApimec NordesteApimec Rio de JaneiroApimec São PauloApimec Sul

 
Gastos com saúde prejudicarão solvência dos países do G20, aponta S&P
 
« Voltar | Imprimir | Enviar para um amigo |  RSS | Versão em PDF
A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) advertiu nesta terça-feira que "a crescente despesa" dos governos com a saúde "provavelmente prejudicará" a "solvência soberana" dos países do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as principais economias desenvolvidas e emergentes) a partir de 2015.

Em um relatório publicado nesta terça-feira em Londres, a agência prevê uma deterioração do crédito destes países se os gastos com saúde não forem controlados através de uma "política de medidas adicionais".

A S&P, que para seu estudo analisou um cenário hipotético que cobre o período entre 2010 e 2050, indicou que "as cargas tributárias governamentais" crescerão "significativamente durante a próxima década".

O maior deterioração das finanças públicas, aponta a agência, deve ocorrer na "Europa e em outras economias avançadas do G20, como o Japão e os Estados Unidos".

"A alta proteção social e a rápida deterioração dos perfis demográficos nestes países os deixa com pouca margem de manobra para tramitar sua despesa em saúde, se comparado com as economias emergentes, onde o crescimento econômico e demográfico é ainda mais favorável", diz no relatório o analista da S&P Marko Mrsnik.

Segundo Mrsnik, o envelhecimento da população provocará "profundas mudanças" nas perspectivas de crescimento econômico "no mundo todo", visto que "os governos trabalham para elaborar orçamentos" que façam frente às "crescentes necessidades de despesa".

Até o momento, argumenta o analista, a "principal política de ação" dos governos consistiu em "aumentar os gastos em previdência"."Acreditamos que é igualmente importante pôr um firme freio à crescente despesa em saúde", declarou o especialista.

O documento prevê que, enquanto as pensões continuarão sendo o "gasto mais caro" nos orçamentos das economias avançadas do G20, a "despesa em saúde crescerá mais rapidamente" do que qualquer outra nas próximas décadas.

Se não houver mudanças nas políticas econômicas, a despesa em saúde em economias avançadas como a Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, França e Japão poderá alcançar 11,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2050, 4,8% a mais do que em 2010, prevê a S&P.

Os outros dois grandes fatores "não demográficos" que influirão na alta dos gastos sanitários, aponta a agência, são o investimento em "desenvolvimento de tecnologia e cobertura de tratamentos".

"Este é outro indicador que, em geral, as políticas se centraram mais em reformar outras áreas relacionadas com a idade - particularmente as aposentadorias - para melhorar o desenvolvimento sustentável a longo prazo dos sistemas de proteção social, enquanto os desafios que a saúde apresenta não foram adequadamente abordados", opina Mrsnik.

"À medida que o eleitorado envelheça ainda mais nos próximos anos, o clima político para reformar a despesa em previdência e saúde será mais complicado", acrescenta o analista.

Fonte: www.ultimoinstante.com.br

 
 
 
Envie para um amigo
» Nome do destinatário » E-mail do destinatário
» Seu nome » Seu E-Mail
» Comentário  
 


·· Palavra da Presidência
 
 
·· Eventos

» Próximos Eventos
 
 
·· Parceiros

 
 
·· REPRESENTAÇÕES

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

 
twitter
©2015 Apimec