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IPCA-15 desacelera e sobe 0,53% em fevereiro
 
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou em fevereiro, ao subir 0,53 por cento, ante alta de 0,65 por cento em janeiro, puxado por custos menores dos alimentos. O número veio em linha com as recentes leituras de preços menos pressionados neste início de ano, o que pode levar a mais queda na Selic, segundo especialistas consultados pela Reuters.

 

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 registrou alta de 5,98 por cento, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores, quando ficou em 6,44 por cento. É a menor variação desde dezembro de 2010, quando ficou em 5,79 por cento, segundo informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,58 por cento em fevereiro, segundo a mediana de 24 previsões, que variaram entre alta de 0,40 por cento e de 0,65 por cento. Em fevereiro de 2011, o IPCA-15 havia ficado em 0,97 por cento.

 

A principal influência de alta sobre o indicador veio do grupo Educação, que subiu 5,66 por cento, após alta de 0,39 por cento em janeiro, respondendo por 47 por cento do índice cheio. O movimento foi puxado especialmente pelo aumento de 6,95 por cento nas mensalidades dos cursos reguladores, item de maior impacto individual no mês.

 

Já os preços no grupo Alimentos desaceleraram a alta em fevereiro a 0,29 por cento, após acréscimo de 1,25 por cento em janeiro, puxado por alimentos consumidos fora do domicílio, com alta de 0,65 por cento, ante taxa positiva de 1,47 por cento.

 

"Todos os índices de inflação que têm saído estão mostrando menor pressão sobre os preços, e isso reforça a visão do BC (Banco Central) de que a inflação vai diminuir neste semestre", afirmou o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho.

 

De modo geral, a menor pressão sobre os indicadores de inflação neste início de ano vem do bom comportamento dos preços dos alimentos.

 

Segundo Velho, a leitura do IPCA-15 menor que a esperada pode levar a revisões para baixo nas projeções do mercado para o IPCA deste ano, usado para a meta de inflação do governo. Neste ano, ela está em 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

 

"Eu vejo um IPCA de 4,92 por cento em 2011", disse Velho. De acordo com o relatório Focus do BC, o mercado estima que o indicador termine 2012 em 5,29 por cento.

 

A autoridade monetária vem reforçando o discurso que a inflação caminha para o centro da meta de inflação neste ano e que busca trazer a Selic, hoje a 10,50 por cento ao ano, de novo para o patamar de um dígito.

 

Diversas leituras de inflação divulgadas recentemente têm mostrado menor pressão sobre os preços no início do ano.

 

Nesta manhã, foi divulgado o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que caiu 0,11 por cento na segunda prévia de fevereiro. . O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também desacelerou a alta a 0,24 por cento na segunda quadrissemana de fevereiro, período em que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) também subiu menos.

 

POLÍTICA MONETÁRIA

Em janeiro, o IPCA-15 havia subido 0,65 por cento, ante uma alta de 0,56 por cento em dezembro, movimento que havia acendido uma luz amarela entre os analistas, que viam mais dificuldades para a continuidade do afrouxamento da política monetária pela pressão que ainda existia sobre os preços.

O BC tem dado todos os sinais de que continuará reduzindo a Selic. Desde agosto passado, já foram quatro quedas de 0,50 ponto percentual cada.

 

Agora, os contratos de DI seguiam em queda nesta sexta-feira, projetando duas baixas de 0,50 ponto percentual sobre o juro básico em março e abril e um corte de 0,25 ponto em maio.

 

O economista sênior do Espirito Santo Investment Bank Flávio Serrano acredita que a inflação vai desacelerar "um pouco mais", mas mostra ceticismo quanto à continuação do alívio nos preços no restante do ano.

 

"(A taxa em 12 meses sugere) que coisas estão indo na direção certa, mas a gente não vê essa trajetória se perpetuando... vai durar pouco tempo e (a inflação) vai voltar a subir ao longo do ano", afirmou.

 

Para Serrano, a perspectiva de uma recuperação mais forte da economia no terceiro trimestre deste ano, combinada com um mercado de trabalho ainda robusto, tendem a respaldar a inflação ainda alta.

O IBGE também divulgou nesta sexta-feira que o desemprego brasileiro em janeiro registrou a menor taxa para o mês desde o início da série histórica, em 2002, apesar de ter subido a 5,5 por cento.

 

O IPCA-15 de fevereiro foi o primeiro a ser divulgado com a nova estrutura de pesos, que incorpora os resultados dos gastos de consumo da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008/2009.

 

Fonte: Reuters

 
 
 
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