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Inflação na zona do euro fica estável; desemprego atinge recorde
 
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O desemprego na zona do euro aumentou para uma nova máxima da era da unificação monetária, enquanto a inflação ficou basicamente estável no início de 2012, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira, deixando o Banco Central Europeu (BCE) com a missão de equilibrar as demandas de uma desaceleração da economia e uma pressão apenas moderada nos preços.

Uma queda abrupta das temperaturas na Europa e a elevação dos preços do petróleo provavelmente estiveram por trás da ligeira alta nos preços ao consumidor em fevereiro, que levou a inflação da zona do euro para 2,7%, comparada a 2,6%, mostraram dados da agência de estatísticas da União Europeia (Eurostat).

A crise econômica da zona do euro ajudou a trazer para baixo os preços de bens, alimentos e combustíveis em relação ao pico de 3% do ano passado, mas os preços do petróleo atingiram máximas recordes em euros neste mês e minaram a tendência de queda da inflação.

Isso sugere que o BCE deve deixar de lado qualquer decisão rápida para levar as taxas de juros para abaixo de 1% pela primeira vez e os economistas veem o banco em "compasso de espera".

O banco quer manter a inflação baixa, mas próxima de 2% no médio prazo. Excluindo os preços voláteis da energia e dos alimentos, a inflação de janeiro foi de 1,9% em uma base anual, disse a Eurostat nesta quinta-feira.

A queda dos preços pode ajudar as famílias europeias, mas a zona do euro caminha para sua segunda recessão em três anos e o desemprego é um dos maiores desafios para os líderes da União Europeia que se reúnem em um encontro de cúpula nesta quinta e sexta-feira.

O número de pessoas desempregadas na zona do euro aumentou para 10,7% em janeiro, acima do número de dezembro, revisado para cima, de 10,6%. A taxa é bem mais alta do que os 8% de quando o euro começou a circular, em 2000, e esconde a divisão norte-sul na situação vivida pela zona do euro.

O desemprego na Espanha subiu para 23,3% em janeiro, o nível mais alto entre os 17 países do bloco monetário, mas ficou em apenas 4% na Áustria.

Ao todo, mais 185 mil pessoas estavam sem trabalho na zona do euro em janeiro na comparação com dezembro, disse a Eurostat.

O desemprego ficou acima dos 10,4% previstos por economistas em uma pesquisa da Reuters.

 

Fonte: Reuters

 

 
 
 
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